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Igreja marcha contra a lama da Samarco em Colatina

 

 

 

 

Como forma de não deixar cair no esquecimento o desastre ambiental que devastou o rio Doce provocado pelo rompimento das barragens de rejeitos de mineração de Fundão e de Santarém, no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, no dia 05 de novembro do ano passado, a Diocese de Colatina promove o Segundo Manifesto em Favor do Rio Doce e a Serviço da Vida, sábado (05), quando o desastre completa seu primeiro ano.

O primeiro manifesto aconteceu no dia 24 de dezembro de 2015, quando aproximadamente mil pessoas percorreram o trajeto de São Silvano até a Catedral, no centro, onde o Bispo da Diocese de Colatina Dom Joaquim Wladimir Lopes Dias leu o primeiro manifesto em prol da recuperação rio doce e a indenização de todos quanto perderam suas moradias e mobiliário e imóveis, e que tiveram de várias formas sua vida prejudicada pelos impactos da tragédia.

A convocação foi realizada pela Diocese de Colatina a partir da organização do evento com representantes das comunidades e da sociedade em geral. “Ainda não há informações precisas sobre a recuperação do rio Doce. Sabe-se, porém, que tudo deve ser feito para amenizar os problemas sociais, ambientais e econômicos que surgiram após a tragédia. A mobilização será, portanto, uma oportunidade para a sociedade manifestar sua indignação, preocupação e tristeza”, diz a nota de convocação da Diocese.

Conforme o padre Joseumar Miranda da Silva, Coordenador Diocesano Pastoral da Diocese de Colatina, o 2º Manifesto em Favor do Rio Doce e a Serviço da Vida, terá início na próxima quinta-feira, (03), às 19:00 horas, com a realização de um Seminário na Paróquia Imaculado Coração de Maria, em São Silvano, abordando o tema “Os Impactos socioambientais da mineração”, a ser abordado pela professora adjunta em Ciência Política do curso de graduação de pós-graduação em ciências sociais da Universidade Federal do Espírito Santo, Cristiana Losekann.

Informou Miranda ainda, que o Seminário terá continuidade na sexta-feira (04), também na Igreja de São Silvano, no mesmo horário, com a temática “Desastre da Samarco/Vale/BHP: Direitos e Responsabilidades”, que terá como palestrantes, representantes do Poder Judiciário, do Ministério Público Estadual e da Defensoria Pública do Espírito Santo, quando serão abordadas as ações no âmbito da Justiça em relação as providencias no âmbito jurídico em curso, que visam a apurar responsabilidade civil pelos danos ambientais causados pelo rompimento das barragens e pelas atividades mineradoras que causaram o lançamento de rejeitos de lama tóxica que devastaram, provocando incalculáveis danos na biodiversidade da bacia hidrográfica do rio Doce.

Ainda conforme Joseumar, no sábado, (05), às 09:00 horas, quando a tragédia completa seu primeiro aniversário, será realizada a tradicional Caminhada/Manifesto com a população e diversas organizações do segmento da sociedade, com saída às 09:00 horas, das imediações da praça almirante Barroso, no bairro Lacê, em São Silvano, tomando o final da avenida Silvio Avidos, atravessando a ponte Florentino Avidos e seguindo para a praça de eventos Sol Pente, na avenida Delta, onde será feita uma grande concentração.

No local, representantes de entidades envolvidas com os movimentos ambientalistas e dos segmentos da sociedade, terão a oportunidade para prestar informações das ações a respeito dos assuntos que envolvem os resultados das lutas em prol do rio Doce e as consequências do desastre ambiental, e ao final o Bispo Dom Vladimir irá ler na íntegra a redação do segundo manifesto com as informações acerca das mobilizações sociais e medidas adotadas na esfera jurídica em favor da recuperação dos impactos causados ao meio ambiente na bacia hidrográfica do rio Doce pelo rompimento das barragens em Mariana.

Segundo o Bispo Dom Vladimir, a mobilização será feita durante os próximos 10 anos para que em todo este período seja lembrada as consequencias da tragédia e uma ação proposta pela Advocacia-Geral da União pedindo que a mineradora faça a composição de um fundo de recursos de cerca de R$ 20 bilhões, que seja gerido pelos próximos 10 anos. O valor, que poderá ser aumentado ao longo da ação, compreenderá uma linha de quatro ações: acabar com os danos, minimizar os impactos do desastre, revitalizar e recompor biologicamente a bacia do Rio Doce e indenizar as pessoas que foram prejudicadas.

Fonte: Manoel Moreira

 

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1 Comentário

  1. Tive a grata satisfação de ler esta matéria neste momento em que estou concluindo a matéria sobre o III Manifesto em Favor do Rio Doce, que vai acontecer amanhã aqui em Colatina e caso desejem publicá-la, terei o maior prazer em fornecer o conteúdo para o jornal.

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