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Vale do Itaúnas: Carne de sol do Norte capixaba ganha marca de identificação

 

 

A carne de sol produzida nos sete municípios que passam a compor a região chamada de Vale do Itaúnas – Montanha, Pinheiros, Mucurici, Ponto Belo, Conceição da Barra, Pedro Canário e Boa Esperança – ganhou, na tarde desta quinta-feira (05), uma identidade visual própria. A apresentação foi feita durante o Seminário da Indicação Geográfica da Carne de Sol, realizado no IFES de Montanha.

A marca foi desenvolvida pelo Sebrae e apresentada após os prefeitos e representantes dos sete municípios assinarem a delimitação da região do Vale do Itaúnas, que servirá para determinar as cidades que vão compor a IG do produto.

O secretário de Estado da Agricultura, Octaciano Neto, participou do evento. Segundo ele, a carne de sol produzida na região já é uma tradição e a IG vem reconhecer essa marca.

“Estou me empenhando pessoalmente numa proposta de transformação da nossa legislação sanitária, que não permite, por exemplo, que uma carne de sol produzida em um açougue de Mucurici ou de Boa Esperança possa ser vendida em Vitória, assim como o nosso socol, queijos e outros produtos da agroindústria. Até o final de novembro iremos apresentar uma proposta aos capixabas de uma legislação mais moderna”, disse o secretário.

A prefeita de Montanha, Iracy Baltar, representado as lideranças municipais presentes, disse, emocionada, que a identidade visual da carne de sol da região é um sonho que está saindo do papel.

O analista da unidade de atendimento setorial do comércio do Sebrae, André Rabbi Scandiani, explicou que o pedido para a IG foi depositado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em 2014, mas que outros municípios estão sendo incluídos no processo original para formar as sete cidades do Vale do Itaúnas. A Indicação Geográfica da carne de sol ainda está em processo de reconhecimento.

“Mais do que o selo e da IG, vamos iniciar ainda neste ano um trabalho junto aos açougues para capacitar o que é preciso para produzir a carne de sol? O que a legislação exige? Não é só o processo burocrático, mas também os aspectos de mercado”, destacou.

A Indicação Geográfica (IG) é concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e usada para identificar a origem de produtos ou serviços quando o local tenha se tornado conhecido ou quando determinada característica ou qualidade do produto ou serviço se deve a sua origem.

O evento tem a realização da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), Campus Montanha.

Ainda no Seminário foram apresentados os cases da IG do socol de Venda Nova do Imigrante e do queijo canastra, de Minas Gerais.

 

 

 

 

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