
As atividades da Assembleia Legislativa retornam e o ano promete ser bem agitado na Casa. Estão na agenda dos deputados as movimentações das eleições municipais e da escolha de novos conselheiros para o Tribunal de Contas – para vagas que estariam prestes a abrir.
Com o encerramento do biênio da atual Mesa Diretora, no final do ano, também são certas as discussões para o preenchimento da cadeira da presidência e demais postos.
Rodrigo Chamoun: “Meu papel é o da estabilidade e o da governabilidade”
Os cotados
Cariacica: Marcelo Santos, Lucia Dornellas, Sandro Locutor, Gilsinho Lopes
Vila Velha: Hércules Silveira, Rodney Miranda
Linhares: José Carlos Elias, Luiz Durão
Cachoeiro: Glauber Coelho, Theodorico Ferraço
Vitória: Luciano Resende
Colatina: Josias Da Vitória
Serra: Roberto Carlos
Aracruz: Marcelo Coelho
Outras cidades: Henrique Vargas, Atayde Armani, Gildevan Fernandes, Luciano Pereira, Solange Lube
Na visão de alguns parlamentares, o jogo político intenso exigirá do governo do Estado muita cautela. Com até 19 deputados pré-candidatos e toda a Casa envolvida na campanha, a avaliação é de que qualquer passo em falso do Executivo pode gerar insatisfações.
O governador Renato Casagrande (PSB) já garantiu que não vai interferir em cidades em que candidatos de sua base estejam disputando. Crítico do governo no ano passado, Theodorico Ferraço (DEM) afirmou que acredita que o governador seguirá essa linha.
“Ele é político antigo, sabe como manter os grupos aliados. Realmente a situação exige muita cautela. Ele vai ter que tomar muito calmante porque haverá, em certos municípios, aliados em duelo político eleitoral. E uma entrada dele, direta ou indiretamente, pode deixar feridas. E isso ele não quer.”
A expectativa do presidente Rodrigo Chamoun (PSB) é de um retorno com “normalidade”. Tendo como referências as eleições de 2008 e 2010, ele afirmou que espera que o processo legislativo prossiga sem problemas, mas com uma queda de ritmo. “O que é natural e não irá prejudicar o andamento da Casa”.
Campanha
Mas Chamoun admitiu que 2012 é um ano que exige cuidado. Questionado se entrará na campanha em defesa de socialistas, ele disse que deve trabalhar para manter a estabilidade da Assembleia.
“Meu papel é da estabilidade e da governabilidade. Cautela e prudência farão parte de 24 horas de cada dia desse ano da minha agenda”.