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Família vive drama para liberação do corpo de capixaba morto na cidade de Serrinha-BA

 

 

Há dois meses um caminhoneiro, de 33 anos, que mora no Espírito Santo, morreu um acidente na cidade de serrinha, na Bahia. O corpo dele foi carbonizado e desde então a família ainda não conseguiu enterrar o corpo, que ainda permanece no Instituto Médico Legal na Bahia.

Hudson Souza de Oliveira trabalhava com caminhão há cerca de 5 anos. De acordo com o pai da vítima, o filho era um motorista experiente, mas no dia 5 de novembro do ano passado teria perdido o controle da direção, acabou tombando e pegou fogo.

“Entre 1h30 e 2 horas a Polícia Rodoviária Federal entrou em contato com a empresa, através da última placa da carreta que sobrou. Eles contaram que o caminhão tombou, mas ainda não tinham informação do motorista. Depois de 20 minutos eles descobriram que tinha uma vítima’, explicou o aposentado Ozias Araújo, pai do caminhoneiro.

O caminhoneiro morreu carbonizado. No dia seguinte, o pai dele viajou para Bahia levando todos os documentos necessários para fazer a identificação da vítima, mas não teve jeito: o corpo só pode ser liberado após o resultado do exame de DNA. Começou então uma longa espera. “Segundo a médica, não pode afirmar que como só havia um no caminhão é ele. O que nós sabemos é que tem um corpo”, disse o pai.

A polícia técnica do estado da Bahia informou que não foi possível identificar o corpo da vítima por meio das digitais e nem pela arcada dentária. Dois meses já se passaram e a família ainda aguarda o resultado do exame de DNA.

“Pode demorar até seis meses, não tem quem aguente. Todo o processo de seguro, tudo isso está sendo um prejuízo para ela (mulher da vítima), pois ela só tem isso depois de ter a certidão de óbito na mão. Isso também vale para dar entrada no INSS. Travou tudo por causa disso”, afirmou o aposentado.

Enquanto isso, a família vive uma angústia que parece não ter fim. “É uma dor que não passa. Eu não consigo ficar dentro da minha casa, não consigo ver meus filhos sofrendo, não consigo ver meu marido jogado como se fosse qualquer coisa. Eu queria uma ajuda para poder agilizar esse exame, para eu poder trazer e dar um enterro decente para o meu marido”, contou Juliana Souza de Oliveira, mulher da vítima.

Se estivesse vivo, o caminhoneiro teria completado 33 anos no dia 12 dezembro. Hudson deixou dois filhos: um de 9 e um de 7 anos, que não param de perguntar pelo pai. “É muito difícil ver meus filhos chorando e pedindo pelo pai e eu não tenho como trazê-lo de volta. Eu queria que alguém fizesse alguma coisa, que agilizasse pelo menos nesse processo do DNA, para pelo menos acalmar um pouco o coração”, destacou a mulher.

Em nota, a assessoria de comunicação do Departamento de Polícia Técnica da Bahia informou que em casos como esse, de corpo carbonizado, os exames são processados por várias técnicas e repetidos muitas vezes. Por isso não é possível estabelecer uma data para liberação do corpo.

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