
Não adiantou o apelo de Erick Silva e sua equipe. A desqualificação do lutador capixaba na luta contra o paulista Carlo Prater, no UFC 142, foi mantida pelo Ultimate, em decisão anunciada nesta sexta-feira. Vice-presidente de assuntos governamentais e regulatórios do UFC, Marc Ratner declarou que não poderia reverter a determinação de falta desqualificante, mas acrescentou que o uso do replay instantâneo é incentivado pela organização.
A declaração deixa claro que, mesmo observando o replay da luta, os golpes de Erick na nuca de Prater foram determinados intencionais e, portanto, ilegais. Por outro lado, diz que os replays logo após a luta já são permitidos pelo grupo Zuffa, proprietário do UFC e Strikeforce, em eventos internacionais, onde a regulamentação é feita pelo próprio Ultimate.
No último sábado, Erick Silva nocauteou Carlo Prater em 29s, na segunda luta do card principal do UFC 142, na Arena da Barra, Rio de Janeiro. Entretanto, o árbitro Mário Yamasaki reverteu o resultado e desqualificou Silva por golpes intencionais na nuca, que são ilegais no MMA. O replay, entretanto, deixava dúvidas quanto à precisão dos golpes e a intenção de Erick. Sua equipe recorreu, incentivada pelo presidente do Ultimate, Dana White, mas não conseguiu mudar a decisão para “No Contest” (“luta sem resultado”). O capixaba segue assim com sua segunda derrota na carreira, enquanto Prater estreia na franquia com vitória, a 30ª no seu cartel.
Confira a nota emitida pelo UFC nesta sexta:
“Com base nas advertências verbais do árbitro, sua determinação de que os golpes foram intencionais e uma falta desqualificante, este não é o tipo de decisão que pode ser revista. Portanto, a decisão será mantida. Recentemente, a Zuffa decidiu implementar o uso de replay instantâneo em todos os eventos internacionais que são auto-regulados, e incentiva todos os reguladores a considerar a viabilidade e a eficácia do replay instantâneo no esporte MMA. Mesmo o replay instantâneo não revertendo a decisão na luta Erick-Prater, acreditamos que poderá ser valioso para árbitros e para o esporte no futuro”.
Zuffa também observou que Erick foi agraciado com a “bolsa da vitória” após o combate.