Destaques | 22 de fevereiro de 2013

Promotor nega que tenha pedido prisão do Prefeito Amadeu Boroto

São Mateus (ES) - O promotor Edilson Tigre negou que tenha pedido a prisão do prefeito Amadeu Boroto. “O jornalista não condiz com a verdade sobre o pedido de prisão do atual prefeito”, disse o promotor, através de contato telefônico, referindo-se à matéria veiculada hoje (20) no jornal A Tribuna, assinada pelo jornalista Fábio Seganttini.

De acordo com o promotor, durante a gestão do atual prefeito foram feitos dois contratos com empresas na área de consultoria fiscal e tributária. Entretanto, na época, a pedido do próprio Ministério Público, a prefeitura cancelou  os contratos, que somavam um valor aproximado de R$1, 23 milhão, mas nenhum valor foi pago, porque os foram rescindidos  antes de serem executados.Estes dois contratos foram enviados ao Tribunal de Contas para análise a pedido de Edilson.

Já com relação aos cinco contratos realizados pela Prefeitura de São Mateus na gestão do ex-prefeito Lauriano Zancanela, o promotor explicou que foram enviados ao Nuroc (Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção). Este processo corre em segredo de justiça, conforme explicou ainda Edilson Tigre, para preservar as pessoas das empresas envolvidas. No processo, o Ministério Público afirma ainda que os contratos originais desapareceram da Prefeitura. Na época foram pagos cerca de R$1,24 milhão para as empresas.

O promotor finalizou esclarecendo quer se coloca à disposição para esclarecer os fatos. “Nos pedidos formulados pelo Ministério Público não consta a solicitação de pedido de prisão do atual prefeito”, afirmou.

A notícia causou grande repercussão na cidade e na região. O prefeito Amadeu Boroto preparava-se para participar de uma oração com o Conselho de Pastores do Município quando foi surpreendido ao ler a matéria. Em um discurso emocionado disse que abria as portas da Prefeitiura para mostrar a quem quiser o conteúdo dos contratos citados. “Tenho a tranquilidade de dizer que não cometemos nenhum erro. Queremos agora que tudo seja apurado e os fatos esclarecidos e que o jornal se retrate do que publicou”, disse.

O ex-prefeito Lauriano Zancanela disse que realmente contratou na época algumas empresas para prestar serviços de assessoria. “Devido à falta de profissionais na época, fizemos a contratação. Mas não há nenhum tipo de relação com a Operação Derrama, deflagrada pela Polícia Civil e Ministério Público. Estou à disposição para prestar os esclarecimentos necessários”.

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