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Manuscritos contam 157 anos de história do Norte do Espírito Santo

 

 

Uma Ata Imperial escrita a bico de pena com traços rebuscados relata a visita solene de Sua Majestade Dom Pedro II a Câmara Municipal Linhares onde foi recebido com pompa pela vereança completa na viagem do Imperador do Brasil ao Rio Doce em 5 de fevereiro de 1860.

A passagem de Pedro II pelo Norte do Espírito Santo entre outros preciosos registros históricos da era colonial capixaba e da velha república estão contados com precisão em quatro Livros de Actas entre 1857 e 1906 descobertos no Arquivo Público de Colatina.

Os documentos ficaram esquecidos durante décadas nas estantes da repartição e foram salvos de serem devorados pelas traças e cupins por servidores públicos colatinenses.

A memória legislativa deste período não se prende em descrever o dia-a-dia da Vila de Linhares e da estão nascente localidade de Colatina em meio à mata virgem, diz professora Arleida Lemke Tech, 50 anos coordenadora do curso de história da Faculdade Castelo Branco (Funcab) após uma folheada nos manuscritos.

“São informações primárias que podem esclarecer dúvidas acima das decisões do poder, mas de costumes, hábitos e anseios da população”, comentou.

Caindo aos pedaços, a urgência de reparos e restauração dos Livros de Atas, além da leitura atenta do conteúdo é dividida com Arleida pela professora Maria Gislaine Vieira, 50 anos. Gislaine é especialista na história de Colatina e do Rio Doce. Elas lideram o projeto ‘Inventário Participativo do Museu de Itapina’ em parceria entre a Funcab e a Prefeitura para criação de um futuro centro de memória e documentação no Sítio Histórico de Itapina, a 30 km do centro de Colatina

“Esses livros falam. É a história viva da nossa região. Reflete a sociedade da época, fonte de informação capaz de ligar pontos da nossa história e descobrir fatos que ainda não vieram à tona na ocasião que Colatina pertencia a Linhares e vice versa”, revelou Gislaine. Para ela, pouca coisa mudou no legislativo de lá para cá.

“Pedidos de emprego, lotes para ‘edificar’, isenção de impostos e favores são uma constantes nas narrativas nestas atas. Importamos um modelo centralizador de governo, os vereadores mandavam e desmandavam naquela época. O executivo era o Rei’, comentou Gislaine.

Já Arleida notou poder das famílias no comando das Câmaras de Colatina e Linhares.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Nilo Tardin

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