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Ex-marido mandou matar médica Milena Gottardi afirma Secretário de Segurança Pública

Foto: FB

 

 

 

 

 

O secretário de Segurança Pública (Sesp-ES), André Garcia, afirmou na tarde desta quinta-feira (21), que o policial civil Hilário Antonio Fiorot Frasson foi o mandante do assassinato da médica Milena Gottardi Frasson, 38, ex-mulher dele. Ele e o pai Esperidião Carlos Frasson, 71 anos, preso na madrugada desta quinta, tramaram a morte.

“Quem contratou  foi o próprio Hilario junto com o pai, depois contrataram um intermediário”, disse o chefe de Polícia Civil (PCES), Guilherme Daré.  De acordo com ele, Pai (Esperidião) e filho (Hilário)  encomendaram a morte, contrataram o intermediário. O intermediário contratou o executor. O atirador não teria tido contato com os mandantes.

Hilário foi preso na tarde desta quinta (21), enquanto trabalhava, por um mandado de prisão temporária expedido pelo juiz Marcos Pereira Sanches da 1ª Vara Criminal de Vitória. A prisão temporária é de 30 dias. Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM) ainda não colheu o depoimento do acusado. O policial civil chegou à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPM), em Barro Vermelho, em Vitória, por volta das 17h30. Ele estava em uma viatura acompanhado de dois delegados da Corregedoria da PCES.

Segundo Garcia, entre os motivos que levaram os dois a encomendarem a morte de Milena foi questões patrimoniais, como o pagamento de pensão para as filhas e divisão de bens. No entanto, os detalhes ainda serão complementados pela DHPM.

O secretário explicou que desde o início das investigações, já na primeira conversa que teve com a equipe policial ficou claro que não se tratava de um latrocínio e, sim, crime de feminicídio. A partir deste momento foi designado a DHPM, que é conduzida pelo delegado Janderson Lube, para investigar o caso. Logo após o crime, a equipe tomou conhecimento que havia a possibilidade de envolvimento de um policial civil (Hilário) e para que ele não tivesse acesso aos informações,  foi sugerido a decretação do sigilo. O objetivo era impedir que os suspeitos tivessem acesso as investigações e até atrapalhar o trabalho policial. “Essa foi a intenção com a decretação do sigilo”, disse Garcia.

Para o secretário, “essa história (casos de feminicídios) envergonha cada capixaba. São vítimas diretas da covardia. Pessoas como o caso da doutora Milena, que não solicitou medida protetiva porque não queria prejudicar a carreira do marido”. Frisou “são vítimas da violência, vitimas da cultura machista, da cultura patriarcal que tem na cabeça desses homens”.

“O sentimento não é de alegria, de jubilo porque tem vítimas. Mas é de sentimento de dever cumprido”, finalizou Garcia

O crime

A médica Milena Gottardi Frasson, 38, foi morta por volta das 19h, da última quinta-feira (14), no estacionamento do Hospital Universitário (Hucam), em Vitória. Uma amiga, também médica, que acompanhava a vítima até o carro, disse que o atirador estava em uma moto quando as abordou. O homem teria simulado um assalto e pedido os celulares, mas em seguida atirou em Milena e sem roubar nada, fugiu do local.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

por Dóris Fernandes/eshoje

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