Eleições 2018: Pesquisa confirma desvantagem de Hartung na corrida ao governo do Estado

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Com apenas inexpressivos 8 décimos à frente do seu principal concorrente, configurando um empate técnico, o governador Paulo Hartung  (MDB) se encontra em desvantagem na corrida ao governo do Estado na eleições deste ano.
É o que mostra pesquisa do Instituto Futura/A Gazeta divulgada nesse fim de semana, em que Hartung aparece com 36,9% contra 36,1% do ex-governador Renato Casagrande (PSB). Essa diferença pode ser ainda menor, considerando o histórico do instituto em disputas eleitorais, que já teve sua credibilidade questionada inúmeras vezes por influenciar o pleito em favor de Hartung e seus aliados.
Outro agravante que pesa contra o governador é o elevado índice de rejeição apontado na pesquisa, de 22,8% contra 9,5% de Casagrande.
A desvantagem ocorre pelo fato de que Hartung possui o controle da máquina pública e que a terceira concorrente, senadora Rose de Freitas (Podemos), só confirmou que estaria na disputa poucos dias antes da coleta de dados da pesquisa.
Com 7,3% das intenções de voto, a perspectiva de Rose é de crescimento em seus índices de votação, situação que causa impacto negativo ao desempenho de Hartung, se confirmadas conversas da senadora com o bloco de oposição formado contra o governo do Estado.
Desse modo, a tendência é que os 36,9% de Hartung passem a cair, com a subida dos índices de Rose e a estabilização de Casagrande nos 36,1%.
A frente oposicionista  inclui, além de Casagrande e Rose, o prefeito de Vila Velha, Max Filho (PSDB), o deputado estadual Sergio Majeski (PSDB), candidato ao Senado , o ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas, e lideranças de outros partidos, como PT e PCdoB.
Deve ser considerado, também, o desempenho do advogado André Moreira, do Psol, com 2,3% das intenções de voto, que embora não represente ameaça, contribui para reduzir os índices de Hartung.
O quadro a partir desta semana tende a ser diferente. Isso porque, Rose de Freitas ainda não iniciou seus movimentos visando ampliar dividendos eleitorais, ao contrário dos dois concorrentes que estão liderando.
Ela  está no início do processo de colocar em campo suas estratégias, ampliando a movimentação junto a prefeitos e outras lideranças, assumindo o papel de fiel da balança no processo eleitoral deste ano.
A estratégia do Hartung de deixar em suspense se disputará ou não a reeleição, colocando o vice-governador César Colnago (PSDB) e o ex-secretário de Segurança, André Garcia (MDB), como potenciais candidatos ao governo não deu certo, segundo a pesquisa do Futura/A Gazeta.
Com a saída de Hartung, Casagrande alcança mais de 57% das intenções de voto, fato que sinaliza que, pela primeira vez, Hartung deixa de ser unanimidade e terá que reunir todas as forças contra o opositor de peso, alimentado por robustas lideranças políticas.
Fonte/seculodiario

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